Registro de Casamento de Albert Erdreich Willÿ Groschke, Cônsul da Alemanha no Recife, nascido em 26 de agosto de 1877, em Stettin, Pomerânia, Prussia, Alemanha, filho de Albert Friedrich Christian Groschke e Auguste Friederike Anna Frisch e Anna Elisabeth Louise Lundren, nascida em 12 de maio de 1886, em Pernambuco.
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30 de jul. de 2013
Registro de Casamento de Albert Erdreich Willÿ Groschke e Anna Elisabeth Louise Lundgren
8 de mai. de 2013
Barão de Theorobonet: Arnaud de Holanda. Pernambuco.
FLORENTZ BOEYENS VAN UTRECHT, b., in Utrecht, Holand. Cc., GERTRUDES BOEYENS. Pais de:
F1- Adriano Florentz Boeyens, b., 02/03/1459, in Utrech, Holand; d., 14/09/1523, in Roma. Tornou-se o PAPA ADRIANO VI, o qual exerceu o papado de 09 de janeiro de 1522 até a data de sua morte.
Papa Adriano VI
F2- Margarida Florentz Boeyens cc Heinrich, von Holand, Barão de Rhenoburg. Pais de:
N1- Arnaud de Holanda, Barão de Theorobonet, b., in Utrecht, Holand, d., 24/06/1614, in Pernambuco, Brasil. Cc., Brites Mendes de Vasconcelos, b., in Lisboa, Portugal; c., in 1525; d., 19/12/1620, in Olinda, Pernambuco, Brasil. Filha de Bartolomeu Rodrigues de Sá e Joana de Goés de Vasconcelos. Pais de:
B1- Cristóvão de Holanda e Vasconcelos, b., in Olinda, Pernambuco; d., 02/06/1614, in Olinda, Pernambuco, Brazil. Cc. Catarina ou Felipa de Albuquerque, filha de Filipi Cavalcanti e Catarina de Albuquerque. Pais de:
T1- Cristovão Albuquerque de Holanda, alcaide de Olinda cc. Catarina da Costa, filha de Manuel da Costa Calheiros e Catarina Rodrigues. Pais de:
TE1- João Cavalcanti de Albuquerque, alcaide de Olinda, cc. Bernarda de Albuquerque. Pais de:
P1- João Cavalcanti de Albuquerque, alcaide de Olinda, cc. Isabel Silveira de Castelo Branco. Pais de:
H1- Cristóvão de Holanda Cavalcanti de Albuquerque, in 02/04/1778, in Maragoji, Alagoas, Brazil, d., 24/05/1856. Cc., Paula Cavalcanti de Albuquerque.
TE2- Cristóvão de Holanda Cavalcanti.
B2- Antonio de Holanda Vasconcelos cc. Felipa de Albuquerque de Cavalcanti, filha de Filipi Cavalcanti e Catarina de Albuquerque. Pais de:
T2- Arnau de Vasconcellos e Albuquerque.
T3- Lourenço Cavalcanti de Albuquerque.
T4- Antonio de Vasconcellos e Albuquerque.
T5- João de Holanda.
T6- Brites de Vasconcellos.
B3- Agostinho de Holanda de Vasconcelos, b., about 1542, in Olinda, Pernambuco, Brazil. cc. Maria de Paiva, filha de Baltasar Luís Cabral e Inês Fernandes. Pais de:
T7- Baltazar Leitão de Holanda cc. Francisca dos Santos França. Pais de:
TE3- Maria de Góis Leitão de Holanda cc. Gaspar da Costa Coelho. Pais de:
P2- Brites de Vasconcelos cc. Francisco Vaz Carrasco.
TE4- Sebastião Leitão de Vasconcelos cc. Inês de Sousa. Pais de:
P3- Luzia de Sousa cc. Manuel Vaz Carrasco e Silva.
TE5- João Leitão de Vasconcelos cc. Maria Barbosa da Fonseca. Pais de:
P4- Adriana de Holanda.
B4- Adriana de Holanda cc. Cristovão Lins, c., about 1530, in Dorndorf, Germany. Filho de Sebald Linz von Dorndorf e Jácoma Mendes, b., in Portugal. Pais de:
T7- Brites Lins de Vasconcelos cc Bartolomeu de Almeida Botelho, Fidalgo da Casa Real e Cavaleiro da Ordem de Cristo. Pais de:
TE6- Cristóvão Botelho de Almeida.
TE7- Jerônima de Almeida cc. Rodrigo de Barros Pimentel.
TE8- Adriana Luísa de Almeida cc. Manuel Gomes Melo.
T8- Bartolomeu Lins de Vasconcelos, b., in Olinda, Pernambuco; d., in Porto Calvo, Alagoas, Brasil. Cc. Mécia da Rocha, filha de André da Rocha Dantas e Mécia Barbosa. Pais de:
TE9- Cristóvão Lins cc. Brites de Barros Pimentel.
TE10- Sebaldo Lins de Vasconcelos cc Cosma de Barros de Vasconcelos.
TE11- Mateus Lins.
TE12- Constantino Lins.
TE13- Maria Lins cc. em primeiras núpcias com Manuel Camelo Quiroga e em segundas núpcias com Clemente da Rocha Barbosa.
TE14- Cosma Lins cc. Rodrigo de Barros Pimentel.
B5- Inês de Góes cc. Luís do Rego de Barros, filho de Afonso de Barros do Rego e Maria Nunes Barreto. Pais de:
T9- Arnau de Holanda cc. Luisa Pessoa, filha de Pedro Afonso Duro e Madalena Gonçalves. Pais de:
TE15- Arnau de Holanda Barreto cc. Ana da Cunha Pereira.
TE16- Maria Pessoa cc. Jerónimo Cavalcanti de Albuquerque, filho de Filipe Cavalcanti de Albuquerque e Maria de Lacerda.
T10- Brites de Góes do Rego cc. em primeiras núpcias com Francisco Aranha Barbosa e em segundas núpcias Antônio Coelho de Carvalho.
B6- Brites ou Isabel de Vasconcelos cc. Antonio Cavalcanti de Albuquerque (VER POST JERÔNIMO DE ALBUQUERQUE).
B7- Ana de Holanda, c., about 1570. Cc. João Gomes de Melo, b., in Beira, Portugal. Pais de:
T11- Ana de Holanda, c., about 1595. Cc., Pedro da Cunha de Andrade, filho de Rui Gonçalves de Andrade e Jerônima Leonor da Cunha. Pais de:
TE17- Manuel da Cunha de Andrade.
TE18- Pedro da Cunha Pereira cc. Catarina Bezerra.
T12- João Gomes de Melo cc Beatriz ou Maria Cavalcanti, filha de Filipe Cavalcanti e Catarina de Albuquerque. Pais de:
TE19- Ana de Albuquerque cc. Gaspar Acciaioli de Vasconcelos.
TE20- Brites de Melo.
T13- Manuel Gomes de Melo cc. Adriana Luísa de Almeida, filha de Bartolomeu de Almeida Botelho e Brites Lins de Vasconcelos. Pais de:
TE21- João Gomes de Melo.
TE22- Brites de Melo.
TE23- Ana de Melo.
TE24- Mariana de Melo.
TE25- Maria de Mello cc. em primeiras núpcias com Gaspar Nieuhoff van der Ley, b., in Cleves, Germany; d., in Bahia., filho de Balthasar, Cavaleiro de Neuhof, Gennat Ley. Pais de:
P5- João Maurício Wanderley cc Teresa de Barros Pimentel em primeiras núpcias e com Teresa Xavier de Melo, em segundas núpcias.
P6- José Maurício Wanderly.
P7- Cristóvão da Rocha Wanderly cc. em primeiras núpcias com Feliciana de Melo e em segundas núpcias com Jerônima de Albuquerque Bettencourt.
P8- Antonio Maurício Wanderley.
P9- João Maurício Wanderley.
P10- Francisca Maurícia Wanderley.
P11- Bento da Rocha Barbosa Maurício Wanderley cc. Josefa de Caldas.
P12- Bartolomeu Lins.
P13- Gonçalo da Rocha Wanderley.
P14- Ana Wanderley cc. Cristóvão de Barros Rego.
P15- Isabel de Almeida Wanderley cc. em primeiras núpcias com Antonio da Rocha Barbosa e em segundas núpcias com José de Barros Pimentel.
P16- Adriana Wanderley cc. Manoel Coelho Negramonte.
P17- Rosa Maria Wanderley cc. Cristóvão Paes Barreto.
P18- Luísa Wanderley cc. Antonio da Rocha Falcão.
P19- Madalena Wanderley cc. André da Rocha Falcão.
E em segundas núpcias, Maria de Mello casou-se com Jacobo Baptista Acciaioli, b., 04/1623, in Santo Antônio do Cabo, Pernambuco; d., in 1677, in Pernambuco. Filho de: Gaspar Acciaioli de Vasconcelos e Ana de Albuquerque. Pais de:
P20- João Batista Accioli cc. Jerônima Lins.
P21- Margarida Accioli cc. Filipe de Moura Acciaioli.
P22- Zenóbio Acciaiuoli de Vasconcelos cc. Mariana de Sá de Menezes.
P23- Francisco Accioli de Vasconcelos cc. Catarina de Melo Barretos.
P24- Miguel de Accioli de Vasconcelos cc. Maria Valcazar.
P25- Gaspar Acciaioli cc. Joana Fernandes César.
P26- Maria Accioli, c., about 1656 cc. José de Barros Pimentel.
P27- Ana Cavalcanti Acciaioli cc. Belchior Alves Camelo.
T14- Margarida de Melo cc. Cristóvão Paes de Barreto, Cavaleiro da Ordem de Cristo, b., in Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco, Brazil; d., about 1645. Filho de João Paes Velho Barreto e Inês Tavares Guardês. Pais de:
TE-25- João Paes Barreto de Melo cc. Margarida Alves de Castro.
TE26- Gonçalo Paes Barreto.
TE27- Maria de Melo Barreto.
TE28- Ana Melo.
TE29- Catarina Melo.
TE30- Luís Paes Barreto.
TE31- Micaela Paes Barreto.
TE32- Miguel Paes Barreto.
TE33- Francisca Melo.
B8- Maria de Holanda, c., about 1555, cc. Antonio de Barros Pimentel, b., in Viana do Castelo, Viana do Castelo, Portugal. Pais de:
T15- Antonio de Barros Pimentel.
T16- Rodrigo de Barros Pimentel, c., about 1590. Cc., Jerônima de Almeida, filha de Bartolomeu de Almeida Botelho e Brites Lins de Vasconcelos. Pais de:
TE34- Rodrigo de Barros Pimentel cc. Cosma Lins.
TE35- José de Barros Pimentel cc. Maria Accioli.
TE36- Brites de Barros Pimentel cc. Cristóvão Lins.
TE37- Úrsula Barros de Pimentel.
TE38- Luísa de Almeida.
TE39- Maria de Almeida.
TE40- Mariana de Almeida.
TE41- Jerônima de Almeida.
TE42- Mécia de Barros cc. Manuel Gomes Wanderly.
Legenda:
F- filho.
N- neto.
B- bisneto.
T- trineto.
TE- tetraneto.
P- pentaneto.
b- nascido.
d- falecido.
cc- casado..
Jerônimo de Albuquerque. Albuquerque e Cavalcanti em Pernambuco. Capitania de Pernambuco.
LOPO DE ALBUQUERQUE, o Bode, Comendador de Penamacor, c., about 1460, filho de JOÃO DE ALBUQUERQUE, Senhor de Esgueira e LEONOR LOPES DE LEÃO. Cc., in 1470, JOANA DE BULHÃO, filha de AFONSO LOPES DE BULHÃO e ISABEL DE GRAMACHO. Pais de:
F1- Manuel de Albuquerque, Capitão da Mina, cc. Camila de Noronha, filha de Rui de Sousa e Silva e D. Leonor de Noronha. Pais de:
N1- André de Albuquerque.
N2- Matias de Albuquerque, 15º Vice-Rei da Índia, cc. Filipa de Vilhena, c., about 1575, filha de Manuel de Sousa e Silva e Ana de Távora.
F2- Afonso de Albuquerque, fez-se frade, após andar pela Índia.
F3-Franciso de Albuquerque.
F4- Antônio de Albuquerque.
F5- Isabel de Albuquerque cc. D. Manuel de Moura, filho de D. Pedro de Moura e Mécia de Abreu. Pais de:
N3- D. Pedro de Moura, d., in Ceuta.
N4- D. Jerônimo de Moura cc D. Isabel de Albuquerque, filha de DUARTE COELHO PEREIRA e D. BEATRIZ (BRITES) DE ALBUQUERQUE.
N5- D. Joana de Albuquerque cc. D. Aires de Saldanha, 17º Vice-Rei da Índia, filho de D. Antônio de Saldanha e D. Joana de Mendonça.
F6- Maria de Albuquerque cc Tristão de Mendonça.
F7- Beatriz de Albuquerque cc. Duarte Coelho Pereira, 1º donatário da Capitania de Pernambuco. Filho natural de GONÇALO COELHO e Catarina Anes Duarte. Pais de:
N6- Duarte de Albuquerque Coelho, 2º Donatário da Capitania de Pernambuco.
N7- Jorge de Albuquerque Coelho cc, em primeiras núpcias, com D. Maria de Menezes e em segundas núpcias com D. Catarina da Silva.
N8- Isabel de Albuquerque cc. Jerônimo de Moura (Ver N4).
F8- JERÔNIMO DE ALBUQUERQUE cc., em primeiras núpcias com FILIPA DE MELO SAMPAIO, filha de Cristóvão de Melo e Joana da Fonseca. Pais de:
N9- João de Albuquerque cc Felipa de Sá e Lima.
N10- Afonso de Albuquerque cc. Isabel Tavares.
N11- Cristóvão Albuquerque de Melo, d., 18/08/1623, in Olinda, Pernambuco. Cc. Inês Falcão, d., in 21/05/1622, in Olinda, Pernambuco. Pais de:
B1- Simão de Albuquerque cc.Ana de Matos.
B2- Cristóvão de Albuquerque cc.Brites de Vasconcelos.
B3- Afonso de Albuquerque.
B4- Catarina de Melo Albuquerque cc. António de Sá Maia, filho de Duarte de Sá Lima e Maria de Albuquerque. Pais de:
T1- Duarte de Sá Lima.
T2- João de Albuquerque de Melo.
T3- Jorge de Albuquerque.
T4- Duarte de Albuquerque de Melo.
T5- André de Albuquerque de Melo.
T6- José de Sá Albuquerque cc Catariana de Melo Albuquerque.
T7- Afonso de Sá Albuquerque.
T8- Antonio de Sá Maia Junior.
T9- Joana de Albuquerque.
T10- Maria de Albuquerque.
T11- Brites de Albuquerque cc Felipe Pais Barreto.
T12- Ana de Lima Maia.
T13- Joana de Sá e Melo cc. Fernão Figueira de Moura.
T14- Luisa de Melo Albuquerque cc. Fernão Velho de Araújo.
T15- Inês Falcam.
T16- Branca Maia de Lima.
T17- Maria de Sá Lima.
T18- Clara de Lima Maia.
T19- Ana de Melo de Albuquerque.
N12- Duarte de Albuquerque e Melo cc., em primeiras núpcias, Ana de Sousa, a princípio sem geração e, em segundas núpcias com Helena de Azeredo Coutinho, filha de Marcos Azeredo e Maria Coutinho de Melo. Pais de:
B5- Felipe de Melo de Albuquerque Coutinho.
B6- Joana de Albuquerque.
B7- Gaspar Pereira de Albuquerque.
N13- Jerônimo de Albuquerque.
N14- Cosma de Albuquerque.
N15- Felipa de Melo e Albuquerque cc. Diogo Álvares Pessoa, filho de Fernão Martins Pessoa e Maria Gonçalves Pessoa. Pais de:
B8- Sebastiana de Albuquerque, c., 1610. Cc., Jacinto de Freitas da Silva, Senhor das Ilhas, filho de João Rodrigues de Freitas e Maria Correia Catelo Branco. Pais de:
T20- Catarina de Albuquerque cc. João de Freitas da Silva.
T21- Luís de Albuquerque cc. Crispina da Câmara.
T22- Sebastiana de Albuquerque cc Roque Acciaiolli de Vasconcelos.
T23- Duarte de Albuquerque cc Maria Acciaiolli.
T24- João de Freitas da Silva.
T25- Jacinta Manuel.
B9- Luiz de Albuquerque.
N16- Isabel de Albuquerque.
N17- Maria de Albuquerque.
N18- Jorge de Albuquerque.
N19- Luísa de Albuquerque.
Em segundas núpcias, JERONIMO DE ALBUQUERQUE foi casado com a índia MUIRA UBI, batizada com MARIA DO ESPÍRITO SANTO ARCOVERDE, filha de ARCOVERDE, Cacique da tribo dos Tabajaras. Pais de:
N20- Manuel de Albuquerque cc Maria de Melo, filha de Cristóvão de Melo e Joana da Fonseca. Pais de:
B10- André de Melo de Albuquerque.
B11- Maria de Albuquerque cc. António de Sá Maia, filho de Duarte de Sá Lima e Joana Tavares. Pais de:
T26- Lourença de Albuquerque cc Gaspar de Barros.
B12- Jerônymo de Albuquerque.
B13- Salvador de Mello de Albuquerque.
N21- André de Albuquerque cc. Catarina de Melo, em primeiras núpcias e Isabel de Vasconcelos, em segundas núpcias, sem geração a princípio. Filha de André de Albuquerque e Catariana de Melo:
B14- Joana de Albuquerque cc Mateus Pereira da Cunha. Pais de:
T27- Cristóvão de Melo de Albuquerque cc. Violante Camelo.
N22- Jerônimo de Albuquerque, o Maranhão, cc. Catarina Pinheiro Feio, filha de Antonio Pinheiro Feio e Leonor Tavares Guardês. Pais de:
B15- Antonio de Albuquerque cc D. Joana Luísa de Castelo-Branco, filha de João Castelo-Branco.
B16- Matias de Albuquerque Maranhão, d., in Canguaretama, Rio Grande do Norte, Brazil cc. Isabel da Câmara.
B17- Jerônimo de Albuquerque.
N23- Isabel de Albuquerque.
N24- Antonia de Albuquerque.
N25- Joana de Albuquerque.
N26- Brites de Albuquerque.
N27- Catarina de Albuquerque, b., about 1544, in Brazil, d., about 1614, in Olinda, Pernambuco cc Filipi Cavalcanti, b., in 12/06/1525, in Florença, Italia, filho de Giovanni di Lorenzo di Filippo Cavalcanti e Ginevra Mannelli.
Giovanni di Lorenzo di Filippo Cavalcanti, segundo o manuscrito da Biblioteca Nacional, seria Cavaleiro da Ordem de San Juan. Era filho de Batista Cavalcanti e Francisca Acciaioli.
O mesmo manuscrito informa que Filipi Cavalcanti teria participado de uma conspiração contra o Duque de Médici, o que o obrigou a fugir de Florença, em 1558, indo para Portugal e de lá para Pernambuco, no Brasil.
Filipi Cavalcanti e Catarina de Albuquerque foram pais de:
B18- Joana de Albuquerque cc. Cosme Rangel de Macedo. Pais de:
T28- Brites Cavalcanti.
B19- Felipa de Albuquerque Cavalcanti cc Antonio de Holanda Vasconcelos, filho de Arnaud de Holanda e Brites Mendes de Vasconcelos. Pais de:
T29- Arnau de Vasconcelos e Albuquerque.
T30- Lourenço Cavalcanti de Albuquerque.
T31- Antonio de Vasconcelos Cavalcanti.
T32-João de Holanda.
T33- Brites de Vasconcellos.
B20- Margarida de Albuquerque cc. Cosme Dias da Silveira., filho de Duarte da Silveira e Francisca Gonçalves da Fonseca. Pais de:
T34- Francisca de Abreu cc. Pedro de Moura.
B21- Catarina (ou Felipa) de Albuquerque cc Cristóvão de Holanda e Vasconcelos, filho de Arnaud de Holanda e Brites Mendes de Vasconcelos. Pais de:
T35- Cristóvão de Holanda de Albuquerque, alcaide de Olinda, cc. Catarina da Costa, filha de Manuel da Costa Calheiros e Catarina Rodrigues.
B22- Genebra Cavalcanti cc D. Filipe de Moura, Governador e Capitão-Mor de Pernambuco. Filho de D. Manuel de Moura. Pais de:
T36- D. João de Moura.
T37- D. Francisco de Moura Rolim, Governador do Brasil.
T38- D. Paulo de Moura.
T39- D. Antonio de Moura.
T40- D. Isabel de Moura cc. Antonio Ribeiro de Lacerda.
T41- D. Catarina de Moura cc Lourenço de Sousa.
T42- D. Mécia de Moura cc. Cosme Dias da Fonseca.
B23- João Cavalcanti.
B24- Beatriz ou Maria Cavalcanti cc. João Gomes de Melo, filho de João Gomes de Melo e Ana da Holanda (Também filha de Arnaud de Holanda e Brites Mendes de Vasconcelos). Pais de:
T43- Ana de Albuquerque cc. Gaspar Acciaioli de Vasconcelos.
T44- Brites de Melo.
B25- Antonio Cavalcanti de Albuquerque.cc. Brites ou Isabel de Vasconcelos, filha de Arnaud de Holanda e Brites Mendes de Vasconcelos. Pais de:
T45- Antonio Cavalcanti.
T46- Jeronimo Cavalcanti de Albuquerque, Governador de Cabo Verde, cc Isabel de Melo.
T47- Felipe Cavalcanti de Albuquerque cc. Maria de Lacerda, filha de Antonio Ribeiro de Lacerda e D. Isabel de Moura.
T48- João Cavalcanti, Capitão do Maranhão.
T49- Francisco Cavalcanti, frade fransciscano.
T50- Manuel Cavalcanti, frade capucho.
T51- Brites de Albuquerque cc. Francisco Coelho de Carvalho, filho de Feliciano Coelho de Carvalho e Maria Monteiro.
T52- Isabel Cavalcanti de Albuquerque cc. Manoel Gonçalves Cerqueira, filho de Pedro Gonçalves Cerqueira e Catarina de Frielas.
T53- Maria, freira de Santa Clara de Lisboa.
T54- Úrsula, freira de Santa Clara de Lisboa.
T55- Catarina, freira de Santa Clara de Lisboa.
T56- Ana, freira de Santa Clara de Lisboa.
Legenda:
F- filho.
N- neto.
B- bisneto.
T- trineto.
b- nascido.
d- falecido.
cc- casado com.
7 de abr. de 2013
1 de abr. de 2013
Registro de Óbito de Arthur Herman Lundgren
28 de mar. de 2013
Stolzenwald. Notícias à Genealogia de Anna Elizabeth Stolzenwald.
Gottfried Stolzenwald cc. Maria Elisabeth. Pais de:
F1- Johann Friedrich Stolzenwald, b., about 1782, d., 24/08/1823. Cc., Marie Elisabeth Niebuhr, b., about 1786, d., 12/09/1864. Pais de:
N1- Johann Friedrich Stolzenwal, b., 16/09/1809, in Barmstedt, Holstein, d., 21/04/1881. Cc., 10/12/1841, Regina Geiring, b., 28/02/1812, d., 20/04/1878, filha de Johannes Geiring e Catherina Fauselin. Pais de:
B1- ANNA ELIZABETH STOLZENWALD, b., 14/01/1847, in Barmstedt, Holstein, Germany. Cc., about 1876-1877, in Pernambuco, Brasil, HERMAN THEODOR LUNDGREN, b., about 1835, in Norrköping, Ostergotland, Sweden, d., 11/02/1907, in Recife, Pernambuco, Brasil. (VER FAMÍLIA LUNDGREN).
B2- Margareth Elisabeth Stolzenwald.
B3- Johann Georg Friedrich Stolzenwald.
B4- Christina Heinrich Stolzenwald.
B5- Emma Louise Stolzenwald.
Legenda:
F- filho.
N- neto.
B- bisneto.
b- nascido.
d- falecido.
cc- casado com.
O legado de Herman Lundgren
Karla Lundgren
Orientador: Prof. Dr. Roberto Minadeo
INTRODUÇÃO
Com o incentivo do empresariado e a concordância do Governo Imperial, em meados do século XIX, processou-se uma significativa imigração de europeus para o Brasil. São Paulo foi o local preferido pela maioria daqueles imigrantes. Contudo, um pequeno núcleo se fixou na região nordestina, particularmente no Recife e na Paraíba. Vários imigrantes optaram por fixar residência no Brasil, modificando a idéia que trouxeram de seus países de origem, quando pretendiam fazer algum dinheiro na terra nova para voltarem à terra natal. Dentre esses que permaneceram no Brasil, adotando-o como nova pátria, destaca-se o sueco Herman Theodor Lundgren.
CHEGADA AO BRASIL
No começo do Segundo Império, por volta de 1855, Herman Lundgren desembarcou na cidade do Rio de Janeiro, proveniente da Suécia. Não escolheu aquela cidade para fixar residência. Resolveu conhecer outras regiões do país. Esteve na Bahia e algum tempo depois viajava para o Recife, atraído pela bela paisagem da Veneza Pernambucana.
O dinamarquês Olsen, seu companheiro de viagem, o acompanhou inicialmente. Depois, transferiu-se para o Ceará, onde instalou a primeira casa fotográfica. Herman tinha 18 anos e falava outros idiomas, além do sueco. Depois de sua chegada ao Recife, percebeu que faltava um empreendimento que facilitasse a ligação dos navios que chegavam ao porto da cidade com os comerciantes locais. Então, montou um escritório de corretagem de navios. Com o seu conhecimento de idiomas, Herman servia de intérprete aos comandantes, tripulantes e passageiros procedentes da Europa e de outras partes do mundo. Em pouco tempo, o seu escritório passou a funcionar como um pólo de atração das outras colônias de estrangeiros com atividades mercantis e industriais no Recife, abrindo ao seu chefe perspectivas de prosperidade. Esse escritório estava situado na Praça da Lingüeta n.º 6, e era uma espécie de ship-chandler para fornecimento de víveres e massames para os barcos ingleses, holandeses, franceses, americanos, portugueses e de outros povos navegadores.
A FÁBRICA DE PÓLVORA
Apenas seis anos depois de sua chegada ao país, Herman Lundgren fundou em 1861 uma das primeiras fábricas de pólvora do Brasil, iniciando sua missão de pioneiro do progresso industrial do Nordeste.
Como corretor de navios, Herman havia observado que, dentre os fretes marítimos, havia uma crescente procura por pólvora industrial. Assim, ele optou por fabricar esse produto. O local escolhido para a implantação da unidade fabril foi o povoado de Ponte de Carvalho, no município do Cabo, próximo ao Recife. A estrada de ferro da Great-Western of Brazil (depois Rede Ferroviária do Nordeste) passava a pouca distância do terreno da fábrica, possibilitando o escoamento da produção. Foi preciso aterrar e sanear o terreno adquirido. Depois desses serviços, a área se tornou ideal para a fábrica de pólvora, pois era afastada de centros urbanos, proporcionando a segurança indispensável para esse tipo de atividade.
A fábrica de pólvora passou a prestar grandes serviços ao país, principalmente na Guerra do Paraguai. Ficaram encarregados da fabricação, os mestres de pólvoras, Srs. Hood e Williams Lodge. A chefia da parte mecânica foi confiada ao engenheiro sueco Karl Fred Holger e ao mestre brasileiro Ricardo de Holanda, e a gerência a Manoel Ferreira de Macedo.
Em 1870, Herman Lundgren naturaliza-se brasileiro. Ana Elizabeth Stolzenwald, dinamarquesa, nascida em 1847, encontrava-se no Recife, sendo professora particular de idiomas dos filhos do empresário Tomás Ferreira de Carvalho. Seus alunos alcançaram grande notoriedade, tornando-se o historiador Alfredo de Carvalho e o médico Tomás de Carvalho. Herman Lundgren e Ana Elizabeth se casaram em 1876. Tiveram cinco filhos: Herman Lundgren Júnior, Frederico João, Guilherme Alberto, Arthur Herman e Ana Louise.
OUTRAS REALIZAÇÕES
A indústria de pólvora atingira a estabilidade com a pólvora "Elefante", conhecida e procurada em todo o Brasil. Frederico, seu filho mais velho, ao voltar dos estudos na Europa, foi designado para escolher agentes e instalar depósitos de pólvora na Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Ceará, Maranhão, Pará e Amazonas. Para o transporte da pólvora Elefante e suprimento dos diversos depósitos em todo o país, Herman Lundgren adquiriu uma frota de veleiros, pois os navios nacionais não aceitavam a pólvora como carga.
Antes de sua chegada ao Brasil, Herman Lundgren sempre foi um interessado em estudar as obras dos naturalistas europeus sobre as variedades vegetais do Novo Mundo. Foi assim que se tornou conhecedor da carnaúba, passando a exportar cera de carnaúba para o exterior, no final do século XIX, pois tinha certeza que esse produto teria um largo consumo na Europa. A carnaubeira é uma planta de grande longevidade, podendo chegar a 200 anos. Industrialmente, ela foi utilizada na preparação de discos para gramofone, preparo de papel carbono, polidores e vernizes para automóveis, cera para assoalhos, embalagens impermeáveis, isolantes, velas, etc. Segundo dados do Boletim do Serviço de Estatística Econômica e Financeira do Ministério da Fazenda, as exportações de carnaúba datam de 1914, com 3.316 toneladas, chegando a 1957 com 11.976 toneladas.
Outro item exportado à Europa eram peles de animais, como a de cabra. O sertanejo Delmiro Gouveia percorria todo o interior nordestino, comprando peles por conta de Herman Lundgren. Sempre atento ao mercado nacional, Herman Lundgren percebeu que o país importava grandes quantidades de sal, proveniente de Cádiz e Cabo Verde, porque o sal nacional era desacreditado quanto a sua pureza e resistência. Foi, então, que resolveu intervir, reagindo contra as autoridades e os salineiros, pois estes estavam conformados com o estado de penúria em que se encontravam. Diante do quadro de prejuízo, para a indústria salineira, resolveu, então, mandar examinar o sal de Macau e Areia Branca por um técnico de renome em Londres. E a resposta foi positiva, isto é, o sal não era inferior ao de Cádiz. Diante disso, Herman levou alguns meses para convencer os industriais do Rio Grande do Sul de que não havia mais necessidade de importar o sal de outros países. Vencidas as primeiras dificuldades, entrou em entendimento com os salineiros potiguares Francisco Tertuliano de Albuquerque e Alexandre Manoel de Souza Nogueira, para que estes garantissem o contrato com o Sul. Começou vendendo para o Sul e, aos poucos, as importações foram diminuindo.
A INDÚSTRIA DE TECIDOS DE PAULISTA
A indústria têxtil em Pernambuco apresentava-se incipiente, desordenada com a utilização de métodos rudimentares e máquinas antiquadas. No período de 1900 - 1904, Herman Lundgren, com a cooperação de seus filhos já rapazes - Herman, Frederico, Alberto e Arthur - partiu para a indústria têxtil. Começou comprando ações da Companhia de Fiação e Tecidos de Goiana. Mas, os acionistas, temendo uma maior participação do arrojado industrial, negaram-lhe mais ações. Isto levou Herman Lundgren a revender suas ações aos que receavam seu controle, entretanto, não desistiu do seu projeto.
CHEGADA AO BRASIL
No começo do Segundo Império, por volta de 1855, Herman Lundgren desembarcou na cidade do Rio de Janeiro, proveniente da Suécia. Não escolheu aquela cidade para fixar residência. Resolveu conhecer outras regiões do país. Esteve na Bahia e algum tempo depois viajava para o Recife, atraído pela bela paisagem da Veneza Pernambucana.
O dinamarquês Olsen, seu companheiro de viagem, o acompanhou inicialmente. Depois, transferiu-se para o Ceará, onde instalou a primeira casa fotográfica. Herman tinha 18 anos e falava outros idiomas, além do sueco. Depois de sua chegada ao Recife, percebeu que faltava um empreendimento que facilitasse a ligação dos navios que chegavam ao porto da cidade com os comerciantes locais. Então, montou um escritório de corretagem de navios. Com o seu conhecimento de idiomas, Herman servia de intérprete aos comandantes, tripulantes e passageiros procedentes da Europa e de outras partes do mundo. Em pouco tempo, o seu escritório passou a funcionar como um pólo de atração das outras colônias de estrangeiros com atividades mercantis e industriais no Recife, abrindo ao seu chefe perspectivas de prosperidade. Esse escritório estava situado na Praça da Lingüeta n.º 6, e era uma espécie de ship-chandler para fornecimento de víveres e massames para os barcos ingleses, holandeses, franceses, americanos, portugueses e de outros povos navegadores.
A FÁBRICA DE PÓLVORA
Apenas seis anos depois de sua chegada ao país, Herman Lundgren fundou em 1861 uma das primeiras fábricas de pólvora do Brasil, iniciando sua missão de pioneiro do progresso industrial do Nordeste.
Como corretor de navios, Herman havia observado que, dentre os fretes marítimos, havia uma crescente procura por pólvora industrial. Assim, ele optou por fabricar esse produto. O local escolhido para a implantação da unidade fabril foi o povoado de Ponte de Carvalho, no município do Cabo, próximo ao Recife. A estrada de ferro da Great-Western of Brazil (depois Rede Ferroviária do Nordeste) passava a pouca distância do terreno da fábrica, possibilitando o escoamento da produção. Foi preciso aterrar e sanear o terreno adquirido. Depois desses serviços, a área se tornou ideal para a fábrica de pólvora, pois era afastada de centros urbanos, proporcionando a segurança indispensável para esse tipo de atividade.
A fábrica de pólvora passou a prestar grandes serviços ao país, principalmente na Guerra do Paraguai. Ficaram encarregados da fabricação, os mestres de pólvoras, Srs. Hood e Williams Lodge. A chefia da parte mecânica foi confiada ao engenheiro sueco Karl Fred Holger e ao mestre brasileiro Ricardo de Holanda, e a gerência a Manoel Ferreira de Macedo.
Em 1870, Herman Lundgren naturaliza-se brasileiro. Ana Elizabeth Stolzenwald, dinamarquesa, nascida em 1847, encontrava-se no Recife, sendo professora particular de idiomas dos filhos do empresário Tomás Ferreira de Carvalho. Seus alunos alcançaram grande notoriedade, tornando-se o historiador Alfredo de Carvalho e o médico Tomás de Carvalho. Herman Lundgren e Ana Elizabeth se casaram em 1876. Tiveram cinco filhos: Herman Lundgren Júnior, Frederico João, Guilherme Alberto, Arthur Herman e Ana Louise.
OUTRAS REALIZAÇÕES
A indústria de pólvora atingira a estabilidade com a pólvora "Elefante", conhecida e procurada em todo o Brasil. Frederico, seu filho mais velho, ao voltar dos estudos na Europa, foi designado para escolher agentes e instalar depósitos de pólvora na Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Ceará, Maranhão, Pará e Amazonas. Para o transporte da pólvora Elefante e suprimento dos diversos depósitos em todo o país, Herman Lundgren adquiriu uma frota de veleiros, pois os navios nacionais não aceitavam a pólvora como carga.
Antes de sua chegada ao Brasil, Herman Lundgren sempre foi um interessado em estudar as obras dos naturalistas europeus sobre as variedades vegetais do Novo Mundo. Foi assim que se tornou conhecedor da carnaúba, passando a exportar cera de carnaúba para o exterior, no final do século XIX, pois tinha certeza que esse produto teria um largo consumo na Europa. A carnaubeira é uma planta de grande longevidade, podendo chegar a 200 anos. Industrialmente, ela foi utilizada na preparação de discos para gramofone, preparo de papel carbono, polidores e vernizes para automóveis, cera para assoalhos, embalagens impermeáveis, isolantes, velas, etc. Segundo dados do Boletim do Serviço de Estatística Econômica e Financeira do Ministério da Fazenda, as exportações de carnaúba datam de 1914, com 3.316 toneladas, chegando a 1957 com 11.976 toneladas.
Outro item exportado à Europa eram peles de animais, como a de cabra. O sertanejo Delmiro Gouveia percorria todo o interior nordestino, comprando peles por conta de Herman Lundgren. Sempre atento ao mercado nacional, Herman Lundgren percebeu que o país importava grandes quantidades de sal, proveniente de Cádiz e Cabo Verde, porque o sal nacional era desacreditado quanto a sua pureza e resistência. Foi, então, que resolveu intervir, reagindo contra as autoridades e os salineiros, pois estes estavam conformados com o estado de penúria em que se encontravam. Diante do quadro de prejuízo, para a indústria salineira, resolveu, então, mandar examinar o sal de Macau e Areia Branca por um técnico de renome em Londres. E a resposta foi positiva, isto é, o sal não era inferior ao de Cádiz. Diante disso, Herman levou alguns meses para convencer os industriais do Rio Grande do Sul de que não havia mais necessidade de importar o sal de outros países. Vencidas as primeiras dificuldades, entrou em entendimento com os salineiros potiguares Francisco Tertuliano de Albuquerque e Alexandre Manoel de Souza Nogueira, para que estes garantissem o contrato com o Sul. Começou vendendo para o Sul e, aos poucos, as importações foram diminuindo.
A INDÚSTRIA DE TECIDOS DE PAULISTA
A indústria têxtil em Pernambuco apresentava-se incipiente, desordenada com a utilização de métodos rudimentares e máquinas antiquadas. No período de 1900 - 1904, Herman Lundgren, com a cooperação de seus filhos já rapazes - Herman, Frederico, Alberto e Arthur - partiu para a indústria têxtil. Começou comprando ações da Companhia de Fiação e Tecidos de Goiana. Mas, os acionistas, temendo uma maior participação do arrojado industrial, negaram-lhe mais ações. Isto levou Herman Lundgren a revender suas ações aos que receavam seu controle, entretanto, não desistiu do seu projeto.
Logo em seguida, soube da precária situação financeira da Fábrica Paulista, no município de Olinda e entrou em entendimentos para a aquisição da maioria das ações da empresa, controlada pela Rodrigues Lima & Cia. Assim, surgiu o caminho para progredir na indústria têxtil. Distando do Recife cerca de 30 quilômetros, Paulista possuía uma pequena fábrica de tecidos e uma miserável população subnutrida, alojada em palhoças. A expressão "Paulista" surgiu do engenho que pertencera ao Mestre de Campo Manoel Alves de Moraes Navarro, depois de 1689, natural de São Paulo, que viera para a conquista do Quilombo dos Palmares.
Ao assumir a fábrica de tecidos em 1904, Herman tratou de melhorar as condições de vida daquelas pessoas. Colocou seus filhos à frente do empreendimento, sob sua supervisão. E, teve como primeira medida, a construção de uma vila de casas de tijolo e telha, em substituição às miseráveis palhoças que alojavam o operariado e suas famílias. Herman Lundgren Júnior foi eleito, em assembléia geral, para o cargo de diretor tesoureiro da Cia. de Tecidos Paulista. Posteriormente, Frederico Lundgren assume as funções de diretor tesoureiro e superintendente de toda a administração e da fábrica.
O velho Lundgren adquiriu, em 1905-6, uma usina de açúcar - a Usina Central de Timbó, uma das primeiras usinas de Pernambuco, nas proximidades da Fábrica Paulista e confiou a sua direção ao seu filho Arthur. Após a morte de Herman, seus herdeiros desmontaram a usina, vendendo a maquinaria.
A pequena fábrica de tecidos, sob a direção de Herman Lundgren e seus filhos, foi adquirindo um aspecto bem diferente. As máquinas obsoletas foram substituídas por máquinas modernas trazidas da Inglaterra. Esse novo quadro levou ao seu aumento de crédito nos bancos. Assim, Herman Lundgren foi estimulando os outros industriais de tecidos a melhorarem suas instalações, assim como as condições de vida de seus operários.
Às sextas-feiras Herman distribuía auxílios aos necessitados, e nesse dia seus escritórios lotavam com homens, mulheres e crianças, que eram atendidos pessoalmente por ele. Eram mal alimentados e dotados de doenças, como: impaludismo, bouba, bexiga, bubônica. Com a distribuição de remédios aos doentes e a construção de casas mais higiênicas, foi-se aos poucos observando uma melhora nos operários, mostrando-se mais dispostos e com maior assiduidade no trabalho.
O CULTIVO DA PALMA SANTA E A PARTICIPAÇÃO NA POLÍTICA
Após a seca de 1877, Herman se interessou pelo cultivo da palma santa. Para isso, entrou em contato com o sábio norte-americano no assunto, o botânico Burbanks, e importou do Texas/EUA mudas desse cactáceo. A partir daí, passou a metodizar o cultivo dessa planta no litoral e na zona da mata de Pernambuco. Dessa época até nossos dias, essa planta constitui a base de criação dos rebanhos e prosperidade dos fazendeiros do Nordeste, pelas suas reservas alimentares, principalmente nos períodos de seca.
Herman Lundgren teve também um envolvimento na campanha abolicionista, apoiando figuras de destaque nacional do porte de Joaquim Nabuco e José Mariano. Após a Proclamação da República, no governo de Floriano Peixoto, Herman Lundgren percebeu a necessidade de apoiar politicamente o Governador de Pernambuco, Alexandre José Barbosa Lima, que enfrentava uma forte reação dos usineiros locais que não aceitavam a implementação de um programa econômico para aquele Estado.
MUDANÇA DE DIREÇÃO DAS EMPRESAS
Aos 72 anos de idade, em fevereiro de 1907, vítima de um ataque cardíaco, faleceu Herman Lundgren. Sua família, herdou as fábricas de pólvora e de tecidos, além das empresas de exportação e importação.
Os herdeiros, em comum acordo, designaram Arthur Lundgren para dirigir a Fábrica de Pólvora e Frederico João Lundgren para dirigir a Companhia de Tecidos Paulista e também supervisionar todos os negócios, fossem eles de natureza comercial ou industrial.
Frederico Lundgren mostrou-se preparado para substituir seu pai na direção das empresas. Sob seu comando, foram incorporadas ao patrimônio da família a Companhia de Tecidos Rio Tinto, na Paraíba, e a Companhia Têxtil Santa Elizabeth, em Belo Horizonte. As três fábricas passaram a constituir o maior parque de indústria têxtil do país.
AS NOVAS GERAÇÕES
Herman e Ana Elizabeth tiveram cinco filhos: Herman, Frederico, Guilherme, Arthur e Ana Louise. Todos foram enviados à Europa para complementarem os seus estudos. Herman Lundgren Júnior era o mais velho dos filhos. Por opção própria, afastou-se da direção dos negócios da família. Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde constituiu uma firma particular. Casou-se com D. Elizabeth, deixando apenas uma filha, Anita Lundgren, que veio a se tornar acionista das empresas. Faleceu em 1953.
Guilherme Alberto Lundgren trabalhou na Fábrica de Pólvora de Pontezinha, desempenhando a função de contador. Dedicava-se à música e à zootecnia. Passou a criar gado leiteiro, chegando a possuir uma das maiores fazendas de criação nos Estados da Paraíba e do Espírito Santo. Casou com a Sra. Theresa Matilde e tiveram dois filhos: Alberto Theodor e Arthur Axel, que se tornaram acionistas das empresas Lundgren e ocuparam cargos de direção nas firmas sediadas em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Ana Louise Lundgren Groscke - sendo a única filha do casal e, ainda, a mais nova, recebeu uma atenção redobrada dos pais. Estudou música e pintura. Passava grande parte do ano na Europa, quase sempre na companhia dos pais. Teve uma filha, de nome Helena.
Frederico João Lundgren era o que demonstrava maior pendor para substituir o pai na direção dos negócios. Conseguiu expandir o patrimônio da família e manteve-se na direção das empresas até o seu falecimento, em 1946. Era um apaixonado por turfe e por rinhas de galo. Casou-se com Laura de Souza Leão Passos, não tendo filhos. No entanto, Frederico teve vários filhos fora do casamento, registrando todos em cartório e assumindo a criação e a educação dos mesmos.
Arthur Lundgren desde 1907 acompanhava a administração dos negócios da família. Com a morte do irmão Frederico, assumiu o controle de todo o grupo. Prosseguiu expandindo as empresas, tornando-as conhecidas e respeitadas em todo o país. Casou-se com D. Elisa.
A EXPANSÃO DO PATRIMÔNIO
Depois da fábrica de pólvora de Pontezinha, o patrimônio da família expandiu-se a partir da Fábrica de Tecidos Paulista. Adquirida em 1904, essa fábrica era muito acanhada, representando muito pouco no setor industrial têxtil. Quando Frederico Lundgren assumiu a direção geral das empresas, houve um progresso de tal ordem na fábrica que, em 1909, ela já possuía a maior estamparia do Norte-Nordeste brasileiro. Uma das lições deixadas pelo pai foi a opção pela técnica ao empirismo, e todas as iniciativas eram tomadas com base em consultas a técnicos e especialistas no assunto. A qualidade dos tecidos, com seus estampados de cores indestrutíveis e sua famosa marca "Olho", atraía comerciantes interessados de vários mercados do Brasil.
Enquanto isso, Herman Lundgren Júnior que havia sido desligado da Companhia de Tecidos Paulista se fixou no Rio de Janeiro, onde constituiu a firma Teltcher Lundgren & Cia. Até 1913 ficou, ainda, como representante da Companhia de Tecidos Paulista e da Usina Central de Timbó. Nas casas que fundou, denominadas "Cooperativas" tinha a intenção de vender ao público carioca os tecidos marca "Olho" da Paulista, mas logo desistiu, pois Frederico João Lundgren já os vendia nos balcões das Casas Pernambucanas.
A opção adotada pelos Lundgren de venderem os seus próprios tecidos mostrou-se bastante acertada. No Nordeste, e em particular no Estado de Pernambuco, foram criadas as "Lojas Paulista", que oferecia ao público os tecidos da própria Fábrica de Tecidos Paulista. Por volta de 1916, em São Paulo, foi inaugurada a primeira loja Pernambucanas. Por vários anos, a família Lundgren manteve esses dois nomes-fantasia: "Paulista" em Pernambuco e "Pernambucanas" no resto do país, só unificando-os como Casas Pernambucanas na década de setenta. Primando pelo preço baixo e pelo bom atendimento, as Pernambucanas conquistaram uma clientela fiel, tornando-a uma das maiores redes de comércio varejista do Brasil.
Mesmo detendo o status de maior parque têxtil do Nordeste, houve a necessidade de ampliar a fabricação, criando novos centros como a fábrica em Rio Tinto, na Paraíba. Para a construção dessa fábrica, foi elaborado um minucioso planejamento estratégico, prevendo o surgimento de uma nova cidade ao redor da indústria. Em 1918, os Lundgren adquiriram o terreno para a construção da fábrica. Era uma colônia de pescadores, um local afastado do centro, sem nenhuma infra-estrutura, pertencente à cidade de Mamanguape/PB. No ano de 1924, o projeto foi concluído, iniciando-se a fabricação de tecidos na Paraíba. Anos depois, em 1956, o planejamento inicial se confirmou: aquelas terras desmembraram-se do município de Mamanguape, surgindo a cidade de Rio Tinto.
Esse casamento de indústria com o comércio vinha fortalecendo o grupo Lundgren. Nos anos trinta, conhecedores da máxima de que a propaganda é a alma do negócio, mais uma vez demonstraram o espírito empreendedor da família, desencadeando uma forte campanha de publicidade alternativa. Passou-se a pintar pedras e barrancos nas estradas brasileiras, bem como porteiras de fazendas, com mensagens e o nome da Pernambucanas.
Com a morte de Frederico Lundgren, em 1946, seu irmão Arthur assume o controle de todo o grupo e continua a expandir o patrimônio da família. Aproveitando o estímulo à industrialização, patrocinado por Juscelino Kubitschek, Governador de Minas Gerais, o grupo Lundgren inaugurou mais uma fábrica de tecidos, em 1955, nas proximidades de Belo Horizonte. Essa moderna unidade recebeu o nome de Companhia Têxtil Santa Elizabeth, juntando-se às duas outras fábricas da família.
Com a descoberta de minério de fosfato nas terras da Companhia de Tecidos Paulista, Arthur Lundgren inaugurou uma fábrica de fosfato e fertilizantes, sendo uma das primeiras implantadas no Nordeste. A família também se dedicou à agricultura e pecuária em suas terras. Finalmente, para facilitar as vendas a crédito nas Casas Pernambucanas, foi criada uma agência financeira, que enfrentou fortes problemas no período de descontrole econômico do país.
AS DIFICULDADES DO GRUPO
As dificuldades do grupo Lundgren deveu-se, entre outros, a dois fatores bem distintos. O primeiro, decorrente de problemas judiciais envolvendo questões de herança. O segundo, comum a várias empresas que enfrentaram os sucessivos altos e baixos da economia brasileira nas últimas décadas. Frederico João Lundgren teve vários filhos fora do casamento. Todos eles foram reconhecidos e registrados em cartório, gerando direitos de herança após a sua morte no ano de 1946.
Por exemplo, um desses ilustres descendentes é a empresária Regina Lundgren, filha de Nilson Nogueira Lundren e Eliane Machado. Obteve sucesso na área da moda com uma loja no Shopping Fashion Mall, no Rio de Janeiro. Em 2004, abriu o Espaço Lundgren, em Ipanema, reformando um casarão antigo, e passando a abrigar marcas de luxo, aspirando à possibilidade de repetir no Rio de Janeiro o sucesso da butique Daslu da capital paulista.
Arthur Lundgren, ao assumir a direção dos negócios da família, não permitiu que os filhos de Frederico tivessem participação acionária nas empresas. Tal posicionamento forçou uma ação judicial, que foi ganha pelos descendentes de Frederico no ano de 1973. Os herdeiros de Arthur, de Alberto, de Ana Louise e de Herman Júnior utilizaram serviços de diversos escritórios de advocacia, conseguindo protelar a decisão judicial já referida.
Finalmente, no ano 2000, os herdeiros de Frederico Lundgren obtiveram um acórdão favorável do Superior Tribunal de Justiça, não possibilitando mais qualquer recurso da outra parte. O passo seguinte será a designação de peritos, pelo Juiz da Comarca de Paulista, para relacionar os bens atuais de todo o grupo, de forma a permitir uma nova partilha dos bens.
Os efeitos da economia brasileira sobre os negócios do grupo foram devastadores. Inicialmente, as fábricas de tecidos foram fechadas, devido aos elevados custos da matéria-prima e às restrições às importações, tornando-as obsoletas. Outro aspecto que acelerou o fechamento das indústrias de tecidos foi o sucesso do ramo comercial do grupo. Por mais paradoxal que aparente, os lucros das Casas Pernambucanas desestimularam a continuação do ramo da indústria de tecidos. As lojas ampliaram o leque de produtos oferecidos ao público, passando a vender eletrodomésticos, eletrônicos, roupas e tecidos. Esses produtos eram comprados de outros fornecedores, em condições mais favoráveis, levando ao fechamento das fábricas de tecido.
Para atrair clientes, foi criada uma agência de financiamento direto, ligada às Casas Pernambucanas. Na época de altas taxas inflacionárias, a maior preocupação era com a parte financeira da empresa. Com isso, princípios básicos de gerenciamento introduzidos por Herman Lundgren foram descurados, acarretando custos elevados de estoque, aliados a uma grande inadimplência por parte dos clientes. Essa situação culminou com o fechamento de várias lojas por todo o país, mantendo-se uma estrutura menor, com presença reduzida a alguns estados da federação.
SITUAÇÃO RECENTE DO GRUPO
O grupo varejista chegou a se dividir em três companhias distintas, todas atuando com a marca Pernambucanas, porém com diferentes composições acionárias. Como atuavam em regiões distintas, não havia concorrência direta entre elas. Em meados dos anos 80, as três redes somavam um faturamento anual por volta de US$ 1,5 bilhões. Porém, no início dos anos 90, a rede do Norte e Nordeste foi adquirida pela rede sediada no Rio de Janeiro. Esta, por sua vez, veio a enfrentar uma situação de concordata por duas vezes, vindo, finalmente, a encerrar as atividades. Assim, permaneceu ativa apenas a rede sediada em São Paulo.
No ano 2000, a Arthur Lundgren Tecidos S/A - Casas Pernambucanas é uma sociedade anônima de capital fechado, com sede em São Paulo, com 240 lojas distribuídas em São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Triângulo Mineiro, parte sul de Minas e Santa Catarina. Cerca de dez mil funcionários trabalham no grupo.
A empresa somava 2,2 milhões de cartões de compra ativos, sendo que 70% das vendas eram no crediário, e o ticket médio girava em torno dos R$90. As vendas de cortes de tecido continuavam, porém respondiam por não mais de 10% das receitas da rede. Por outro lado, a venda de eletrodomésticos já era importante, sendo a Pernambucanas a sétima rede mais importante na venda dessa linha de produtos no país.
A empresa estava com um razoável grau de informatização, com todas as lojas ligadas em rede ao escritório central, e um centro de distribuição automatizado na movimentação de produtos.
Nesse ano, haviam sido feitos investimentos de R$ 58 milhões para a abertura de 16 novas lojas. Desse modo, era prevista uma receita de R$ 1,3 bilhões no ano, cerca de 18% superior à do ano anterior.
Em 2001, a empresa apresenta lucros de R$ 14,23 milhões - valor que sobe para R$ 17,5 milhões no ano seguinte.
No ano de 2005, a rede, com 238 lojas, faturou R$ 2,8 bilhões, e teve lucro de R$ 51,2 milhões - o mesmo de 2004.
BIBLIOGRAFIA
A Sobrevivente. Exame. 1/11/2000.
Góes, Raul de. Um sueco emigra para o Nordeste. Rio de Janeiro, ed. José Olímpio, 1964.
Mercado Carioca se sofistica com Lojas de Moda e Eletrodoméstico. O Globo. 30/10/2004.
Pernambucanas reage à Concorrência de Fora. Gazeta Mercantil. 6/10/2000.
Pernambucanas se rende ao comércio eletrônico. Isto é Dinheiro online. 26/04/2006.
Site da Casas Pernambucanas.
Ao assumir a fábrica de tecidos em 1904, Herman tratou de melhorar as condições de vida daquelas pessoas. Colocou seus filhos à frente do empreendimento, sob sua supervisão. E, teve como primeira medida, a construção de uma vila de casas de tijolo e telha, em substituição às miseráveis palhoças que alojavam o operariado e suas famílias. Herman Lundgren Júnior foi eleito, em assembléia geral, para o cargo de diretor tesoureiro da Cia. de Tecidos Paulista. Posteriormente, Frederico Lundgren assume as funções de diretor tesoureiro e superintendente de toda a administração e da fábrica.
O velho Lundgren adquiriu, em 1905-6, uma usina de açúcar - a Usina Central de Timbó, uma das primeiras usinas de Pernambuco, nas proximidades da Fábrica Paulista e confiou a sua direção ao seu filho Arthur. Após a morte de Herman, seus herdeiros desmontaram a usina, vendendo a maquinaria.
A pequena fábrica de tecidos, sob a direção de Herman Lundgren e seus filhos, foi adquirindo um aspecto bem diferente. As máquinas obsoletas foram substituídas por máquinas modernas trazidas da Inglaterra. Esse novo quadro levou ao seu aumento de crédito nos bancos. Assim, Herman Lundgren foi estimulando os outros industriais de tecidos a melhorarem suas instalações, assim como as condições de vida de seus operários.
Às sextas-feiras Herman distribuía auxílios aos necessitados, e nesse dia seus escritórios lotavam com homens, mulheres e crianças, que eram atendidos pessoalmente por ele. Eram mal alimentados e dotados de doenças, como: impaludismo, bouba, bexiga, bubônica. Com a distribuição de remédios aos doentes e a construção de casas mais higiênicas, foi-se aos poucos observando uma melhora nos operários, mostrando-se mais dispostos e com maior assiduidade no trabalho.
O CULTIVO DA PALMA SANTA E A PARTICIPAÇÃO NA POLÍTICA
Após a seca de 1877, Herman se interessou pelo cultivo da palma santa. Para isso, entrou em contato com o sábio norte-americano no assunto, o botânico Burbanks, e importou do Texas/EUA mudas desse cactáceo. A partir daí, passou a metodizar o cultivo dessa planta no litoral e na zona da mata de Pernambuco. Dessa época até nossos dias, essa planta constitui a base de criação dos rebanhos e prosperidade dos fazendeiros do Nordeste, pelas suas reservas alimentares, principalmente nos períodos de seca.
Herman Lundgren teve também um envolvimento na campanha abolicionista, apoiando figuras de destaque nacional do porte de Joaquim Nabuco e José Mariano. Após a Proclamação da República, no governo de Floriano Peixoto, Herman Lundgren percebeu a necessidade de apoiar politicamente o Governador de Pernambuco, Alexandre José Barbosa Lima, que enfrentava uma forte reação dos usineiros locais que não aceitavam a implementação de um programa econômico para aquele Estado.
MUDANÇA DE DIREÇÃO DAS EMPRESAS
Aos 72 anos de idade, em fevereiro de 1907, vítima de um ataque cardíaco, faleceu Herman Lundgren. Sua família, herdou as fábricas de pólvora e de tecidos, além das empresas de exportação e importação.
Os herdeiros, em comum acordo, designaram Arthur Lundgren para dirigir a Fábrica de Pólvora e Frederico João Lundgren para dirigir a Companhia de Tecidos Paulista e também supervisionar todos os negócios, fossem eles de natureza comercial ou industrial.
Frederico Lundgren mostrou-se preparado para substituir seu pai na direção das empresas. Sob seu comando, foram incorporadas ao patrimônio da família a Companhia de Tecidos Rio Tinto, na Paraíba, e a Companhia Têxtil Santa Elizabeth, em Belo Horizonte. As três fábricas passaram a constituir o maior parque de indústria têxtil do país.
AS NOVAS GERAÇÕES
Herman e Ana Elizabeth tiveram cinco filhos: Herman, Frederico, Guilherme, Arthur e Ana Louise. Todos foram enviados à Europa para complementarem os seus estudos. Herman Lundgren Júnior era o mais velho dos filhos. Por opção própria, afastou-se da direção dos negócios da família. Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde constituiu uma firma particular. Casou-se com D. Elizabeth, deixando apenas uma filha, Anita Lundgren, que veio a se tornar acionista das empresas. Faleceu em 1953.
Guilherme Alberto Lundgren trabalhou na Fábrica de Pólvora de Pontezinha, desempenhando a função de contador. Dedicava-se à música e à zootecnia. Passou a criar gado leiteiro, chegando a possuir uma das maiores fazendas de criação nos Estados da Paraíba e do Espírito Santo. Casou com a Sra. Theresa Matilde e tiveram dois filhos: Alberto Theodor e Arthur Axel, que se tornaram acionistas das empresas Lundgren e ocuparam cargos de direção nas firmas sediadas em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Ana Louise Lundgren Groscke - sendo a única filha do casal e, ainda, a mais nova, recebeu uma atenção redobrada dos pais. Estudou música e pintura. Passava grande parte do ano na Europa, quase sempre na companhia dos pais. Teve uma filha, de nome Helena.
Frederico João Lundgren era o que demonstrava maior pendor para substituir o pai na direção dos negócios. Conseguiu expandir o patrimônio da família e manteve-se na direção das empresas até o seu falecimento, em 1946. Era um apaixonado por turfe e por rinhas de galo. Casou-se com Laura de Souza Leão Passos, não tendo filhos. No entanto, Frederico teve vários filhos fora do casamento, registrando todos em cartório e assumindo a criação e a educação dos mesmos.
Arthur Lundgren desde 1907 acompanhava a administração dos negócios da família. Com a morte do irmão Frederico, assumiu o controle de todo o grupo. Prosseguiu expandindo as empresas, tornando-as conhecidas e respeitadas em todo o país. Casou-se com D. Elisa.
A EXPANSÃO DO PATRIMÔNIO
Depois da fábrica de pólvora de Pontezinha, o patrimônio da família expandiu-se a partir da Fábrica de Tecidos Paulista. Adquirida em 1904, essa fábrica era muito acanhada, representando muito pouco no setor industrial têxtil. Quando Frederico Lundgren assumiu a direção geral das empresas, houve um progresso de tal ordem na fábrica que, em 1909, ela já possuía a maior estamparia do Norte-Nordeste brasileiro. Uma das lições deixadas pelo pai foi a opção pela técnica ao empirismo, e todas as iniciativas eram tomadas com base em consultas a técnicos e especialistas no assunto. A qualidade dos tecidos, com seus estampados de cores indestrutíveis e sua famosa marca "Olho", atraía comerciantes interessados de vários mercados do Brasil.
Enquanto isso, Herman Lundgren Júnior que havia sido desligado da Companhia de Tecidos Paulista se fixou no Rio de Janeiro, onde constituiu a firma Teltcher Lundgren & Cia. Até 1913 ficou, ainda, como representante da Companhia de Tecidos Paulista e da Usina Central de Timbó. Nas casas que fundou, denominadas "Cooperativas" tinha a intenção de vender ao público carioca os tecidos marca "Olho" da Paulista, mas logo desistiu, pois Frederico João Lundgren já os vendia nos balcões das Casas Pernambucanas.
A opção adotada pelos Lundgren de venderem os seus próprios tecidos mostrou-se bastante acertada. No Nordeste, e em particular no Estado de Pernambuco, foram criadas as "Lojas Paulista", que oferecia ao público os tecidos da própria Fábrica de Tecidos Paulista. Por volta de 1916, em São Paulo, foi inaugurada a primeira loja Pernambucanas. Por vários anos, a família Lundgren manteve esses dois nomes-fantasia: "Paulista" em Pernambuco e "Pernambucanas" no resto do país, só unificando-os como Casas Pernambucanas na década de setenta. Primando pelo preço baixo e pelo bom atendimento, as Pernambucanas conquistaram uma clientela fiel, tornando-a uma das maiores redes de comércio varejista do Brasil.
Mesmo detendo o status de maior parque têxtil do Nordeste, houve a necessidade de ampliar a fabricação, criando novos centros como a fábrica em Rio Tinto, na Paraíba. Para a construção dessa fábrica, foi elaborado um minucioso planejamento estratégico, prevendo o surgimento de uma nova cidade ao redor da indústria. Em 1918, os Lundgren adquiriram o terreno para a construção da fábrica. Era uma colônia de pescadores, um local afastado do centro, sem nenhuma infra-estrutura, pertencente à cidade de Mamanguape/PB. No ano de 1924, o projeto foi concluído, iniciando-se a fabricação de tecidos na Paraíba. Anos depois, em 1956, o planejamento inicial se confirmou: aquelas terras desmembraram-se do município de Mamanguape, surgindo a cidade de Rio Tinto.
Esse casamento de indústria com o comércio vinha fortalecendo o grupo Lundgren. Nos anos trinta, conhecedores da máxima de que a propaganda é a alma do negócio, mais uma vez demonstraram o espírito empreendedor da família, desencadeando uma forte campanha de publicidade alternativa. Passou-se a pintar pedras e barrancos nas estradas brasileiras, bem como porteiras de fazendas, com mensagens e o nome da Pernambucanas.
Com a morte de Frederico Lundgren, em 1946, seu irmão Arthur assume o controle de todo o grupo e continua a expandir o patrimônio da família. Aproveitando o estímulo à industrialização, patrocinado por Juscelino Kubitschek, Governador de Minas Gerais, o grupo Lundgren inaugurou mais uma fábrica de tecidos, em 1955, nas proximidades de Belo Horizonte. Essa moderna unidade recebeu o nome de Companhia Têxtil Santa Elizabeth, juntando-se às duas outras fábricas da família.
Com a descoberta de minério de fosfato nas terras da Companhia de Tecidos Paulista, Arthur Lundgren inaugurou uma fábrica de fosfato e fertilizantes, sendo uma das primeiras implantadas no Nordeste. A família também se dedicou à agricultura e pecuária em suas terras. Finalmente, para facilitar as vendas a crédito nas Casas Pernambucanas, foi criada uma agência financeira, que enfrentou fortes problemas no período de descontrole econômico do país.
AS DIFICULDADES DO GRUPO
As dificuldades do grupo Lundgren deveu-se, entre outros, a dois fatores bem distintos. O primeiro, decorrente de problemas judiciais envolvendo questões de herança. O segundo, comum a várias empresas que enfrentaram os sucessivos altos e baixos da economia brasileira nas últimas décadas. Frederico João Lundgren teve vários filhos fora do casamento. Todos eles foram reconhecidos e registrados em cartório, gerando direitos de herança após a sua morte no ano de 1946.
Por exemplo, um desses ilustres descendentes é a empresária Regina Lundgren, filha de Nilson Nogueira Lundren e Eliane Machado. Obteve sucesso na área da moda com uma loja no Shopping Fashion Mall, no Rio de Janeiro. Em 2004, abriu o Espaço Lundgren, em Ipanema, reformando um casarão antigo, e passando a abrigar marcas de luxo, aspirando à possibilidade de repetir no Rio de Janeiro o sucesso da butique Daslu da capital paulista.
Arthur Lundgren, ao assumir a direção dos negócios da família, não permitiu que os filhos de Frederico tivessem participação acionária nas empresas. Tal posicionamento forçou uma ação judicial, que foi ganha pelos descendentes de Frederico no ano de 1973. Os herdeiros de Arthur, de Alberto, de Ana Louise e de Herman Júnior utilizaram serviços de diversos escritórios de advocacia, conseguindo protelar a decisão judicial já referida.
Finalmente, no ano 2000, os herdeiros de Frederico Lundgren obtiveram um acórdão favorável do Superior Tribunal de Justiça, não possibilitando mais qualquer recurso da outra parte. O passo seguinte será a designação de peritos, pelo Juiz da Comarca de Paulista, para relacionar os bens atuais de todo o grupo, de forma a permitir uma nova partilha dos bens.
Os efeitos da economia brasileira sobre os negócios do grupo foram devastadores. Inicialmente, as fábricas de tecidos foram fechadas, devido aos elevados custos da matéria-prima e às restrições às importações, tornando-as obsoletas. Outro aspecto que acelerou o fechamento das indústrias de tecidos foi o sucesso do ramo comercial do grupo. Por mais paradoxal que aparente, os lucros das Casas Pernambucanas desestimularam a continuação do ramo da indústria de tecidos. As lojas ampliaram o leque de produtos oferecidos ao público, passando a vender eletrodomésticos, eletrônicos, roupas e tecidos. Esses produtos eram comprados de outros fornecedores, em condições mais favoráveis, levando ao fechamento das fábricas de tecido.
Para atrair clientes, foi criada uma agência de financiamento direto, ligada às Casas Pernambucanas. Na época de altas taxas inflacionárias, a maior preocupação era com a parte financeira da empresa. Com isso, princípios básicos de gerenciamento introduzidos por Herman Lundgren foram descurados, acarretando custos elevados de estoque, aliados a uma grande inadimplência por parte dos clientes. Essa situação culminou com o fechamento de várias lojas por todo o país, mantendo-se uma estrutura menor, com presença reduzida a alguns estados da federação.
SITUAÇÃO RECENTE DO GRUPO
O grupo varejista chegou a se dividir em três companhias distintas, todas atuando com a marca Pernambucanas, porém com diferentes composições acionárias. Como atuavam em regiões distintas, não havia concorrência direta entre elas. Em meados dos anos 80, as três redes somavam um faturamento anual por volta de US$ 1,5 bilhões. Porém, no início dos anos 90, a rede do Norte e Nordeste foi adquirida pela rede sediada no Rio de Janeiro. Esta, por sua vez, veio a enfrentar uma situação de concordata por duas vezes, vindo, finalmente, a encerrar as atividades. Assim, permaneceu ativa apenas a rede sediada em São Paulo.
No ano 2000, a Arthur Lundgren Tecidos S/A - Casas Pernambucanas é uma sociedade anônima de capital fechado, com sede em São Paulo, com 240 lojas distribuídas em São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Triângulo Mineiro, parte sul de Minas e Santa Catarina. Cerca de dez mil funcionários trabalham no grupo.
A empresa somava 2,2 milhões de cartões de compra ativos, sendo que 70% das vendas eram no crediário, e o ticket médio girava em torno dos R$90. As vendas de cortes de tecido continuavam, porém respondiam por não mais de 10% das receitas da rede. Por outro lado, a venda de eletrodomésticos já era importante, sendo a Pernambucanas a sétima rede mais importante na venda dessa linha de produtos no país.
A empresa estava com um razoável grau de informatização, com todas as lojas ligadas em rede ao escritório central, e um centro de distribuição automatizado na movimentação de produtos.
Nesse ano, haviam sido feitos investimentos de R$ 58 milhões para a abertura de 16 novas lojas. Desse modo, era prevista uma receita de R$ 1,3 bilhões no ano, cerca de 18% superior à do ano anterior.
Em 2001, a empresa apresenta lucros de R$ 14,23 milhões - valor que sobe para R$ 17,5 milhões no ano seguinte.
No ano de 2005, a rede, com 238 lojas, faturou R$ 2,8 bilhões, e teve lucro de R$ 51,2 milhões - o mesmo de 2004.
BIBLIOGRAFIA
A Sobrevivente. Exame. 1/11/2000.
Góes, Raul de. Um sueco emigra para o Nordeste. Rio de Janeiro, ed. José Olímpio, 1964.
Mercado Carioca se sofistica com Lojas de Moda e Eletrodoméstico. O Globo. 30/10/2004.
Pernambucanas reage à Concorrência de Fora. Gazeta Mercantil. 6/10/2000.
Pernambucanas se rende ao comércio eletrônico. Isto é Dinheiro online. 26/04/2006.
Site da Casas Pernambucanas.
Fonte:
27 de mar. de 2013
26 de mar. de 2013
Família Lau. Bruno Lau. Sophie Schon.
Bruno Lau, b., about 1871, in Gruppé (?!), Westprussen, Germany. Cc., Sofia Schön (ou Schoen), b., about 1870, in Stuttgart, Baden-Wurtemberg, Germany. Pais de:
F1- Charlotte Lau, b., 11/05/1899, in Cercado de Arequipa, Arequipa, Republica do Peru.
F2- Esther Lau, b., 04/05/1900, provavelmente in Cercado de Arequipa, Arequipa, Republica do Peru. Cc., in 04/05/1922, in Olinda, Pernambuco, Brasil, Ernest August Herrmann Settmacher, b., 18/12/1893, in Germany, filho de Carl Settmacher e Emilia Settmacher. Pais de:
N!- Ruth Settmacher, b., 01/08/1928, provavelmente em Recife, Pernambuco, Brasil. Cc., Milton Lundgren.
F3- Percy Alfred Lau, b., 16/10/1903, in Cercado de Arequipa, Arequipa, República do Peru, d., 12/01/1972, in Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Cc., Ismênia. Pais de:
N2- Frederico Lau, b., in Rio de Janeiro, Brasil.
F4- Gertrud Anneliesse Lau Y Schon, b., 16/10/1903, in Cercado de Arequipa, Arequipa, República do Peru. Cc., Fritz Berger. Pais de:
N3- Gisela Lau Berger, b., 04/01/1937.
N4- Susanne Lau Berger, b., 12/07/1939, d., 03/07/1993, in Elizabeth City, Pasquotank, North Caroline, USA. Cc., in USA, com Williford.
F5- Ysolde Elizabeth Lau Y Schon, b., 20/04/1906, in Cercado de Arequipa, Arequipa, República do Peru. Cc., em primeiras núpcias, em 06/11/1926, in Olinda Pernambuco, Brasil, Carlos Lyra Filho, filho de Carlos B. P. de Lyra e Severina B. P. de Lyra. Pais de:
N5- JOÃO GEORGE DE LYRA, b., 24/06/1929, in Recife, Pernambuco, Brasil.
Em segundas núpcias, casada com Paul Nortz, b., 30/11/1900, in França, d., about 1963, in USA, filho de Eugen Nortz, b., about 1867, in Germany e Lilian Wait, b., about 1870, in England. O casamento deve ter se realizado no Brasil, mas o casal foi residir em Nova Iorque.Pais de:
N6- Carlos Nortz, b., about 1928, in Brazil.
N7- Johann Jacob Nortz, b., 08/04/1941, in New Rochelle, N.Y., USA..
Legenda:
F- filho.
N- neto.
b- nascido.
d- falecido.
cc - casado com.
F1- Charlotte Lau, b., 11/05/1899, in Cercado de Arequipa, Arequipa, Republica do Peru.
F2- Esther Lau, b., 04/05/1900, provavelmente in Cercado de Arequipa, Arequipa, Republica do Peru. Cc., in 04/05/1922, in Olinda, Pernambuco, Brasil, Ernest August Herrmann Settmacher, b., 18/12/1893, in Germany, filho de Carl Settmacher e Emilia Settmacher. Pais de:
N!- Ruth Settmacher, b., 01/08/1928, provavelmente em Recife, Pernambuco, Brasil. Cc., Milton Lundgren.
F3- Percy Alfred Lau, b., 16/10/1903, in Cercado de Arequipa, Arequipa, República do Peru, d., 12/01/1972, in Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Cc., Ismênia. Pais de:
N2- Frederico Lau, b., in Rio de Janeiro, Brasil.
F4- Gertrud Anneliesse Lau Y Schon, b., 16/10/1903, in Cercado de Arequipa, Arequipa, República do Peru. Cc., Fritz Berger. Pais de:
N3- Gisela Lau Berger, b., 04/01/1937.
N4- Susanne Lau Berger, b., 12/07/1939, d., 03/07/1993, in Elizabeth City, Pasquotank, North Caroline, USA. Cc., in USA, com Williford.
F5- Ysolde Elizabeth Lau Y Schon, b., 20/04/1906, in Cercado de Arequipa, Arequipa, República do Peru. Cc., em primeiras núpcias, em 06/11/1926, in Olinda Pernambuco, Brasil, Carlos Lyra Filho, filho de Carlos B. P. de Lyra e Severina B. P. de Lyra. Pais de:
N5- JOÃO GEORGE DE LYRA, b., 24/06/1929, in Recife, Pernambuco, Brasil.
Em segundas núpcias, casada com Paul Nortz, b., 30/11/1900, in França, d., about 1963, in USA, filho de Eugen Nortz, b., about 1867, in Germany e Lilian Wait, b., about 1870, in England. O casamento deve ter se realizado no Brasil, mas o casal foi residir em Nova Iorque.Pais de:
N6- Carlos Nortz, b., about 1928, in Brazil.
N7- Johann Jacob Nortz, b., 08/04/1941, in New Rochelle, N.Y., USA..
Legenda:
F- filho.
N- neto.
b- nascido.
d- falecido.
cc - casado com.
28 de fev. de 2013
FAMÍLIA LUNDGREN - Da Suécia para Recife e o Brasil
HERMAN THEODOR LUNGREN, b., about 1835, in NorrKöping, Ostergötland, Sweden; d., about 11/02/1907, in Recife, Pernambuco, Brasil. Filho de JOHANN WILHELM LUNDGREN. Cc., about 1877, in Pernambuco, Brasil, com ANNA ELISABETH STOLZENWALD, b., 15/01/1847, in Barmstedt, Holsteim, Germany. Filha de JOHANN FRIEDRICH STOLZENWALD e REGINA GEIRING. Pais de:
F1- CORONEL FREDERICO JOÃO LUNDGREN, b., 20/06/1879, in Recife, Pernambuco, Brasil; d., 25/02/1946. Cc., LAURA DE SOUZA LEÃO PASSO, d., 07/12/1012. Filha de MARIA ADELAIDE DE SOUZA LEÃO. O casal não deixou filhos.
F2- GUILHERME ALBERTO LUNDGREN cc. THERESA MATILDE, b. in England. Pais de:
N1- ALBERTO THEODOR LUNGREN. Cc. LIZELOTE.
N2- ARTHUR AXEL LUNDGREN, b., 29/10/1909, in Southampton, England. Cc. GERTRUDES.
F3- HERMAN LUNDGREN JUNIOR, d., about 1953, in Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, cc. ELISABETH.
N3- ANITA LUNDGREN. cc. KARL RÜGER.
N3- ANITA LUNDGREN. cc. KARL RÜGER.
F4- ANNA LOUISE LUNDGREN cc ALBERTO GROSCHKE. Pais de:
N4- N5- ERENITA HELENA GROSCHKE CAVALCANTI LUNDGREN, d., 1990, in Recife, Pernambuco, Brasil. Cc., ROBERT BRUCE HARLEY, b., 20/12/1920, in Filadelphia, Pa, USA, filho de HUGH JOSEPH HARLEY e ELEANOR REGINA CLANCY.
B1- ANITA LOUISE REGINA HARLEY.
B2- ROBERT BRUCE HARLEY JUNIOR, d., 1999.
B3- ANA HELENA CHRISTINA HARLEY LUNDGREN, b., 21/03/1950, in São Paulo, São Paulo, Brasil, d., 28/07/2001.
N4- N5- ERENITA HELENA GROSCHKE CAVALCANTI LUNDGREN, d., 1990, in Recife, Pernambuco, Brasil. Cc., ROBERT BRUCE HARLEY, b., 20/12/1920, in Filadelphia, Pa, USA, filho de HUGH JOSEPH HARLEY e ELEANOR REGINA CLANCY.
B1- ANITA LOUISE REGINA HARLEY.
B2- ROBERT BRUCE HARLEY JUNIOR, d., 1999.
B3- ANA HELENA CHRISTINA HARLEY LUNDGREN, b., 21/03/1950, in São Paulo, São Paulo, Brasil, d., 28/07/2001.
F5- COMENDADOR ARTHUR HERMAN LUNDGREN, b., 10/11/1882, in Ponte dos Carvalhos, Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco, Brasil, d., 21/11/1967, in Recife, Pernambuco, Brasil.
Pais de:
N6- NILSON NOGUEIRA LUNDGREN.
N7- WILMA NOGUEIRA LUNDGREN.
N8- CARLOS NOGUEIRA LUNDGREN.
N9- ELISABETH NOGUEIRA LUNDGREN.
N10- SELMA NOGUEIRA LUNDGREN.
Da relação de Arthur Herman Lundgren com AMARA DA PAIXÃO CAVALCANTI, nasceu:
N5- MILTON CAVALCANTI LUNDGREN, b., about 1917, in Paulista, Pernambuco, d., 28/06/1976, in Recife, Pernambuco, Brasil. Cc., RUTH SETTMACHER, filha de ERNEST AUGUST HERMANN SETTMACHER, b., 18/12/1893, in Germany, filho de CARL SETTMACHER E EMILIA SETTMACHER e ESTHER SCHON Y LAU, b., 04/05/1900, in (provavelmente, Cercado de Arequipa, Arequipa), República do Peru, filha de Bruno Lau e Sophie Schoen. Pais de:
B4- ERNESTO CAVALCANTI LUNGREN CC JANETTE MARTINS, filha de JOÃO CUSTÓDIO e MARIA MARTINS. Pais de:
T1- Claudia Christina Martins Lundgren.
B5- ARTHUR CAVALCANTI LUNDGREN, d., 10/06/1967, in Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil.
Cc., ELISA NOGUEIRA, d., about 10/1981, in Recife, Pernambuco, Brasil.T1- Claudia Christina Martins Lundgren.
B5- ARTHUR CAVALCANTI LUNDGREN, d., 10/06/1967, in Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil.
Pais de:
N6- NILSON NOGUEIRA LUNDGREN.
N7- WILMA NOGUEIRA LUNDGREN.
N8- CARLOS NOGUEIRA LUNDGREN.
N9- ELISABETH NOGUEIRA LUNDGREN.
N10- SELMA NOGUEIRA LUNDGREN.
Legendas:
F- filho.
N- neto.
B- bisneto.
b- nascido.
d- falecido.
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