29 de out de 2013

Bernardo Guimarães!

Prezado Senhor

Adriano Guedes Carneiro 

Com  grata alegria li sua postagem de 28 de agosto deste 2013 no seu blog "Em busca do passado perdido" tratando de seus ancestrais João Joaquim da Silva Guimarães- Constância Joaquina da Silva Guimarães.
Li atentamente suas observações sobre João Joaquim (o pai de B.G.) .Na qualidade de descendente direta do casal João Joaquim da Silva Guimarães –Constança Beatriz de Oliveira, e como uma das editoras do website Bernardo Guimarães – Vida e Obra,  muito me comoveu suas ponderações. 
No livro "Bernardo Guimarães> o romancista da Abolição", publicado na íntegra no site de BG, o neto caçula do escritor, José Armelim Guimarães, com quem tive o prazer de conversar muitas vezes, narra diversos episódios de João Joaquim, que foi deputado à Assembléia Provincial uns pares de vezes e deputado constitucional (1826-28). 
No entanto, é bem possível que sejam parentes.  O "meu João Joaquim", na narrativa de José Armelim  era  filho de um Silva Guimarães português, certamente de Guimarães.
Quanto à "minha Constança Beatriz", estamos em fase final de uma pesquisa acurada junto ao seminário de Mariana. Como se sabe, Bernardo Guimarães teve um irmão que foi capelão na Guerra do Paraguai: padre Manoel Joaquim da Silva Guimarães. E todo padre tinha a sua Inquirição d
Genere et Moribus...
No entanto, muito me chamou a atenção a sua Constança/Constância ser também Joaquina. O "Joaquim" está presente no nome do Conselheiro Joaquim Caetano, no de Bernardo Joaquim, e no do padre Manoel Joaquim.

Seria ela uma sobrinha de João Joaquim pai de Bernardo? 
Os vínculos dos Silva Guimarães e dos  Silva-Oliveira (muito provavelmente o ramo completo da minha Constança) com Uberaba / Sertão da Farinha Podre são muito fortes.   
Outro fato que o senhor como pesquisador de genealogia deve já ter se deparado inúmeras vezes é que os sobrenomes do século XIX podiam ser adotados de pais, avós, tios.
Bernardo Guimarães tinha uma sobrinha sim chamada Constança Beatriz, de apelido familiar Iá, que se casou com o famoso mineralogista Henri Gorceix e tem descendência em França.
Mas Bernardo Guimarães teve uma filha Constança (a Constancinha do Alphonsus), morta aos 17 anos; e uma neta Constança, minha tia-avó Cicinha, que foi casada com Alfredo Carneiro Santiago e também tem descendência.
Temos de pesquisar mais...

Grande abraço,
 
--
Maria Fernanda A. Guimarães
*jornalista* 


PS: Os seus documentos de batismo, de Uberaba, são uma maravilha em termos de letra e conservação. O senhor precisava ver os que tenho folheado!!!

4 comentários :

Maria Fernanda disse...

Caro Adriano Guedes Carneiro
Permita-me uma observação
Meu caro Adriano Guedes,
Isabel da Silva Guimarães (nunca soube nem vi documentação ou citação com o nome de Joaquina) morreu solteira. Nunca se casou. Era chamada em família Isabel de Entre-Rios, pois foi professora no município de Entre-Rios de Minas, onde a família de Teresa Gomes de Lima Guimarães (mulher de Bernardo) bem como o próprio Bernardo, segundo consta, tinha alguns parentes. Maria Fausta da Silva Guimarães casou-se com João Inocêncio de Faria Alvim, sendo ela a mãe dentre tantos da Francisca Alvim Guimarães (na família Chiquinha Alvim), que é a mãe do Alphonsus, do João Alphonsus, do Archangelo e o Arthur, entre outros.
Atenciosamente,
Maria Fernanda Alves Guimarães
trineta do casal Bernardo-Teresa
PS: a propósito, o seu Carneiro é de Minas?

ADRIANO GUEDES CARNEIRO disse...

Caríssima Maria Fernanda,
Obrigado pelas informações. Farei os registros e correções. Continuo afastado da página. Acho improvável que o meu "Carneiro" tenha alguma raiz em Minas. Sigo a pista do meu trisavô JOSÉ DIAS PINTO CARNEIRO que seria português, filho de MANOEL ANTONIO DIAS e JOSEPHA MARIA PINTO CARNEIRO (pode haver algum erro com esses nomes!, casado em Teresópolis com MARIA LUDOVINA DE ARAUJO. Abraços!

Unknown disse...

Maria Fernanda,meu nome é Osvaldo Vieira Guimarães sou do município de Grupiara MG,sou descendente do capitão Francisco Vieira Bravo,este era capitão em Estrela do Sul MG em 1852, neste ano ocorreu o episódio conhecido como Fogo do Vieira Bravo, nesta Guerra o Dr Joaquim Guimarães estava lá e participou ao lado do capitão contra os revoltosos,percebe se nos relatos do anuário de Estrela do Sul, que o Dr Joaquim Guimarães hospedava se com frequência na casa do Capitão quando vinha de Patrocínio onde era juiz de direito,gostaria de saber se o meu sobrenome Guimarães tem relação com o de Bernardo Guimarães inclusive tenho vários tios que nasceram no quebra anzol lugar para o qual o romancista escreveu até poesias como o cisne, desde já agradeço pela atenção. Osvaldo Vieira Guimarães .

Maria Fernanda disse...

Prezado sr. Osvaldo Vieira Guimarães, infelizmente somente hoje vi seu comentário. Querendo se corresponder comigo, por favor, escreva para nosso e-mail de genealogia: bravagentebrasileira.genea@gmail.com
O sehor tem toda razão: para seu corcel Cisne, B.G. escreveu:
***
"Meu Cisne, é hora de dizer-te adeus!
De tudo que abandono
Não és por certo quem menos saudades
Mereces a teu dono.
...........................................................
Lá nos viçosos campos
Por onde entre colinas graciosas
O Quebranzol sereno remanseia,
E as ondas vagarosas
A luz de um céu esplendido alardeja,
Achei-te outrora livre como o vento
Em largo campo aberto (...)"
***
Infelizmente, desconheço o episódio "Fogo do Vieira Bravo". Pelo ano, suponho ser uma das tantas revoltas nacionais do período da Regência e da primeira fase do II Império. (Ainda são pouco estudadas, infelizmente, exceto as muito grandes.) Mas gostaria muito de conhecê-lo! O senhor tem referências históricas?
Suponho também que seja do Joaquim Caetano da Silva Guimarães (irmão de Bernardo) de quem o senhor esteja a falar.
Todos os Silva Guimarães têm muita relação com o antigo Sertão da Farinha Podre, onde os parentes de Constança Beatriz de Oliveira (a mãe) tinha parentes.
Para saber se o senhor tem relação com esses Silva Guimarães, podemos conversar.